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Atualizado em: 
qua, 20/12/2023 - 16:09

As estratégias de crescimento incluem a adoção do modelo de plataforma de negócios, organização de equipes por produto e cliente, parcerias e novas contratações de pessoal

 

diretor Flávio Ronison posado para a imagemPara acelerar e aumentar sua capacidade de entrega, a Dataprev organizou suas equipes de desenvolvimento e suporte por áreas de negócio, e vai avançar no modelo de plataforma, que compartilha tecnologias e outros recursos com parceiros, em um ecossistema integrado para geração de valor e serviços. Segundo o diretor de Produtos e Soluções, Flavio Ronison, a nova estratégia conta, ainda, com as contratações de pessoal a serem feitas em 2024, resultantes do concurso público concluído este ano.

São iniciativas que se somam para criar o que Ronison considera um novo “pulmão” para a empresa. O fôlego renovado visa aprimorar o atendimento e dar conta da chegada de novos clientes e das missões trazidas pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), entre as quais os projetos articulados à construção da plataforma social de serviços sobre a Infraestrutura Nacional de Dados, a partir da Carteira de Identidade Nacional (CNI) (veja a página 12).

A Dataprev já tem disponível um fluxo maduro para compartilhamentos de APIs de desenvolvimento em plataformas de negócios. Reúne no seu portfólio os casos bem-sucedidos do e-Consignado e do Comprev — Sistema de Compensação Previdenciária (cruzando dados do Regime Geral aos dos estados e municípios com Regimes Próprios), e se prepara para iniciar o projeto de uma plataforma de benefícios assistenciais baseada no CadÚnico, do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS).

“As plataformas permitem a construção de outras sobre elas, numa estrutura altamente escalável”, afirma Ronison. “Temos investido nesse formato, desenvolvendo APIs e disponibilizando capacidades, numa construção colaborativa, em que cada ente atua com a sua base.”

No caso do e-Consignado (solução para automação dos empréstimos), a flexibilidade do modelo permitiu mais do que dobrar o faturamento da Dataprev com o serviço: de cerca de R$ 41 milhões/mês, em 2018, para mais de R$ 100 milhões/mês, atualmente. Um crescimento de 144%.

No desenho linear adotado anteriormente, a Dataprev contratava uma rede dedicada (MPLS), pela qual os bancos se conectavam à empresa, que rodava durante a noite a consulta às margens nos extratos de benefícios das pessoas. O processo levava até quatro dias para gerar a resposta sobre o empréstimo, que agora sai praticamente na hora.

“O nosso negócio não é operar um balcão de produtos financeiros, mas criar capacidades na folha de pagamentos dos benefícios para que possa haver a averbação, a verificação da margem e do atendimento às regras para o empréstimo bancário associado ao benefício da Previdência, na execução dos contratos”, argumenta o diretor de Produtos e Soluções. “Por meio das APIs, tornamos essas capacidades disponíveis para todas as instituições financeiras que participam do consignado através de acordo com o INSS, e cada banco implementou seu processo comercial — pela internet ou em rede dedicada, integrado ou não ao seu homebanking. Para a Dataprev não faz diferença. Tanto faz atender a um banco ou a 50 deles.”

Reorganização das equipes

As plataformas fazem parte da diretriz mais ampla de fortalecer e qualificar a área de Produtos e Soluções, diz Ronison. “Estamos fazendo uma transformação na forma como encaramos a prestação do serviço, um movimento que chamamos de ‘produtização’, porque foca menos nos processos e mais no próprio negócio. Consigo um planejamento mais estável para as equipes, que ficam concentradas em gerar soluções, mantendo os produtos atualizados tecnologicamente para atender a demandas mais modernas.”

Na estrutura anterior, as superintendências eram dedicadas à sustentação e ao desenvolvimento, mobilizadas em grande medida por pedidos pontuais dos clientes. Agora, o ponto central é o interesse do negócio ou do serviço, com superintendências para Previdência, Trabalho, Fazenda, e uma abrangente, voltada a produtos tecnológicos e multicliente. Todas buscam analisar, junto ao usuário, as melhores alternativas para as suas necessidades.

“Nos times, todos são responsáveis por um produto ou por encontrar uma solução para o cliente”, descreve o diretor da Dataprev. “Na área da Previdência, por exemplo, o time que cuida da folha de pagamento conta com um especificador, alguém de sustentação, um desenvolvedor. E a atividade, o processo, é gerenciada na operação, não na estratégia, que, por sua vez, trata do negócio. A prioridade da Previdência é acabar com a fila. Como vamos fazer? Essa é a abordagem relevante.

De acordo com Ronison, o crescimento, ou dilatação do “pulmão” da empresa, está sendo trabalhado em três dimensões fundamentais: limpar os excessos, promover parcerias (inclusive por meio das plataformas digitais e de fábricas de software para demandas sazonais) e afinar a gestão de pessoas.

A primeira ataca o que ele denomina a “síndrome do acumulador”. Ou seja, não deixar que, a pedido do cliente, acumule-se um acervo de sistemas legados e ultrapassados, quando já existirem alternativas atualizadas para substituí-los.

As parcerias visam aproveitar oportunidades em áreas que não são do negócio específico da Dataprev. “Por exemplo, não fabricamos chips, nem gerenciadores de bancos de dados (SGBD). Há coisas no mercado que posso trazer para acelerar processos; usar plataformas ou soluções prontas, protocolos, ferramentas, componentes.”

As fábricas, por sua vez, podem ajudar nas oscilações e sazonalidades da demanda, para evitar mobilizar equipes concursadas em projetos que não terão sustentação de longo prazo, ou para internalizar tecnologias novas. “Encontrar uma fábrica externa e um modelo que funcione também é um dos nossos desafios”, adianta o diretor de Produtos e Soluções. “Não podemos prescindir dessas ferramentas para um crescimento sustentável no tempo.”

A expansão de quadros vem acompanhada de investimentos na gestão da capacidade das equipes. São práticas que permitem saber com bastante precisão em que atividades estão envolvidas as equipes, para, se necessário, deslocá-las para onde forem mais necessárias.

“Com essas ações articuladas, estamos prontos para voltar a crescer”, garante o executivo.

*Notícia publicada na edição especial de aniversário da Revista Dataprev Resultados. Acesse a publicação na íntegra.

Foto: Wenderson Araújo