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Atualizado em: 
qua, 30/08/2023 - 14:25

Em evento de TIC, presidente da Dataprev, Rodrigo Assumpção, destaca importância da simplificação da linguagem no serviço público para a melhoria do atendimento ao cidadão

 

Linguagem cidadã. Esse foi o tema central entre especialistas em Tecnologia da Informação, na manhã desta sexta-feira (25), durante o Painel Cidadania Digital: Digitalizar para Desburocratizar. “A minha preocupação é mais com a simplificação da linguagem no serviço público, sobretudo da linguagem que é oferecida e apresentada para a interação com a cidadania, do que propriamente a revisão de processos”, explicou o presidente da Dataprev, Rodrigo Assumpção. O debate foi realizado no Seminário Nacional de TIC para Gestão Pública (Secop), em Brasília (DF).

Rodrigo Assumpção explicou que essa discussão é fundamental, pois a linguagem é apontada por especialistas como a principal barreira de uma discussão efetiva. “A linguagem é a cerca de arame farpado. Eu acho que aprofundar, simplificar e comunicar são alguns dos principais desafios colocados. Se a gente associar a transformação digital com transformação da linguagem cidadã, acredito que vamos dar passos muito mais profundos e mais rápidos”, concluiu.

A secretária adjunta da Secretaria de Governo Digital do Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI), Luanna Roncaratti, concordou com Rodrigo Assumpção e complementou sobre a importância de se chegar a todas as pessoas respeitando suas diferenças geracionais e regionais. “A transformação digital não é só tecnologia. É muito sobre pessoas: as que pensam e executam ações dos governos, e muito da população que está recebendo [as informações]. Refletir sobre a própria linguagem, desde a escrita, a comunicacional e a visual faz uma diferença incrível para aquelas que têm mais dificuldades”, detalhou.

Desburocratização X simplificação de processos

Para o presidente da Dataprev, quando se discute digitalização e transformação digital, entra-se em camadas de complexidade e infraestrutura. Isso engloba, por exemplo, resolver a infraestrutura básica de telecomunicação e conectividade. “Mas há 20 anos atrás, a gente tinha a ilusão de que isso bastaria. Hoje é visível que essas questões são só o primeiro passo. Temos que ir muito além: discutir o letramento, a simplificação dos processos, a montagem da infraestrutura nacional de dados”, contou.

“Se a gente não organiza a estrutura, se não organiza as camadas de dados, se não classifica a informação e, por fim, se  não simplifica o conceito que está retratado por essa informação, é mais difícil desburocratizar. A gente não consegue viver processo. Se a gente olha para a desburocratização apenas como revisão e simplificação de processo, na minha opinião, nós estamos deixando a camada mais importante para trás, que é a linguagem e a base de tudo. Essa é a verdadeira exclusão, muito mais que a digital”, explicou Rodrigo Assumpção.

O debate foi moderado pela diretora e jornalista do Portal Convergência Digital, Ana Lobo. Os demais especialistas detalharam exemplos de ações realizadas em suas localidades e a importância do Governo Federal estar presente nos estados e municípios. Estiveram na rodada de discussões: o secretário de Transformação Digital do Governo do Estado do Rio de Janeiro, Mauro Farias; o secretário executivo de Gestão e Governo Digital do Estado do Ceará, Auler de Sousa; o secretário de Tecnologia da Informação do Conselho Superior da Justiça do Trabalho, Antônio Moraes; e o diretor de Serviços ao Cidadão de São Paulo, André Sucupira.

Na quinta-feira (24), a Dataprev palestrou sobre: “Transformação Digital no Atendimento ao Cidadão: Experiências da Dataprev com o MTE e INSS".

GOV.BR

Atualmente, o GOV.BR tem mais de 150 milhões de cidadãos cadastrados. Para ampliar a transformação digital brasileira, o MGI está propondo a construção colaborativa da Estratégia Nacional de Governo Digital. Divulgada no início de agosto, a proposta do ministério é produzir um documento que seja um conjunto de recomendações estratégicas para articular e direcionar as iniciativas de governo digital entre todos os entes federados. Desta forma, pretende-se ampliar e simplificar o acesso do cidadão aos serviços públicos.

Vinculada ao MGI, a Dataprev é uma empresa pública e atua provendo tecnologia necessária para os programas estratégicos e sociais do governo. São soluções Dataprev as seguintes ferramentas digitais: CTPS Digital, Meu INSS e Cadastro Único.

Inteligência Artificial e Automação na Prestação de Serviços Públicos

No ciclo de palestras desta tarde, o diretor de Relacionamentos e Negócios, Alan do Nascimento, explanou sobre como a empresa tem implementado soluções de Inteligência Artificial (IA) e automação para otimizar a prestação de serviços públicos, reduzindo a burocracia e aumentando a eficiência. Nesse processo, “desafios da transformação digital como a ampliação exponencial da demanda, os cidadãos cada vez mais conectados e uma redução do quadro de servidores levaram à prioridade para automação dos processos. A IA é instrumento para a reengenharia dos serviços oferecidos”, disse.

Na análise de benefícios do INSS, por exemplo, a iniciativa resultou em um ciclo automatizado de tomada de decisão, com uma maior qualificação das informações e, consequentemente, mais eficiência no atendimento ao cidadão. A Helô, assistente virtual desenvolvida pela Dataprev, atua nesse sentido. “Para se ter uma noção de ordem de grandeza, enquanto as agências físicas realizam cerca de 1,8 milhão de atendimentos presenciais mensais, a Helô é responsável por uma média de 3,5 milhões de atendimentos”, destacou Alan do Nascimento.

Apoio à tomada de decisão, tratamentos de documentos, aplicação de regras de validação e segurança, além da verificação de usuários, acessos, transações e perfis de consumo dos serviços são outros exemplos de como a inteligência artificial é aplicada nas atividades da Dataprev.

Secop 2023

O evento é uma iniciativa da Associação Brasileira de Entidades Estaduais e Públicas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Abep TIC), que congrega todas as empresas estaduais de TIC do País. Em sua 50ª edição e com expectativa de receber mais de 1.200 profissionais, o Secop é organizado pela própria Abep.

*** Com imagens de Denise Margis/Secop.